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	<title>Tá Na Mente &#187; Fernando Sarney</title>
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	<description>Tudo o que você não precisava saber...</description>
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		<title>A volta da censura&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 07:15:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inacreditável]]></category>
		<category><![CDATA[Censura]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Sarney]]></category>
		<category><![CDATA[José Sarney]]></category>
		<category><![CDATA[O Estado de S. Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[TJ proíbe &#8220;Estado&#8221; de noticiar ação contra filho de Sarney O desembargador do TJ (Tribunal de Justiça) do Distrito Federal Dácio Vieira proibiu ontem, em decisão liminar, o jornal &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221; de publicar qualquer informação relativa à Operação Boi Barrica, ação da Polícia Federal que investiga, entre...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>TJ proíbe &#8220;Estado&#8221; de noticiar ação contra filho de Sarney</strong></p>
<p>O desembargador do TJ (Tribunal de Justiça) do Distrito Federal Dácio Vieira proibiu ontem, em decisão liminar, o jornal &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221; de publicar qualquer informação relativa à Operação Boi Barrica, ação da Polícia Federal que investiga, entre outros, Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).</p>
<p>A investigação da PF corre sob segredo de Justiça. Se não respeitar a decisão &#8211;que não foi divulgada por também ser sigilosa&#8211;, o jornal será punido com multa de R$ 150 mil por cada reportagem publicada. O desembargador atendeu pedido de Fernando Sarney, que é dono de um grupo de comunicação no Maranhão.</p>
<p>Após ter pedido negado na Justiça Federal, o advogado de Fernando, Eduardo Ferrão, entrou com uma ação, juridicamente chamada de medida inibitória, na Justiça do DF. O requerimento foi negado na primeira instância do TJ-DF por um juiz que entendeu que a proibição seria uma afronta à liberdade de imprensa e também que o conteúdo da Faktor já havia se tornado público.</p>
<p>Ferrão recorreu então à segunda instância, na qual obteve a decisão favorável a Fernando. Para o advogado, &#8220;não se trata de censura&#8221;. &#8220;A operação está sob segredo de Justiça, divulgar seu conteúdo é crime. Foi o que o desembargador disse.&#8221;</p>
<p>O inquérito que resultou na operação foi instaurado em fevereiro de 2007, a partir de uma comunicação feita pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que detectou movimentações atípicas no valor de R$ 3,5 milhões realizadas por Fernando e empresas da família, às vésperas da eleição de 2006. A suspeita era de caixa dois na campanha de Roseana ao governo, o que os filhos de Sarney negam.</p>
<p>A investigação da PF se desdobrou em cinco inquéritos. Fernando foi indiciado em três, por formação de quadrilha, gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. A mulher dele, Teresa Murad, e funcionários de empresas da família também foram indiciados.</p>
<p>A diretora jurídica do Grupo Estado, Mariana Uemura Sampaio, informou que o jornal foi oficialmente comunicado sobre a proibição por volta das 18h e recorrerá da decisão.</p>
<p>Ricardo Gandour, diretor de conteúdo do Grupo Estado, disse que &#8220;o jornal não se intimidará, como nunca se intimidou. O jornal respeita os parâmetros da lei e utiliza métodos jornalísticos lícitos e éticos para levar informações de interesse público à sociedade&#8221;.</p>
<p>O diretor executivo da ANJ (Associação Nacional de Jornais), Ricardo Pedreira, disse que a entidade considera a decisão do TJ &#8220;censura prévia e que isso é inconstitucional. Não é uma questão que diga respeito unicamente a empresas jornalísticas, mas aos cidadãos, que ficam impedidos de receber as informações&#8221;.</p>
<p>Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, fez crítica semelhante. &#8220;Impedir de maneira prévia, com o respaldo da Justiça, que as pessoas tenham acesso à infomação é violência ao direito que as pessoas têm de ser informadas.&#8221;</p>
<p>O desembargador Dácio Vieira ocupava um cargo de confiança na gráfica do Senado antes de ser nomeado para o TJ-DF. Sua indicação para o tribunal deveu-se ao apoio que teve de José Sarney e do ex-diretor-geral Agaciel Maia, com quem mantem relação de amizade.</p>
<p>Vieira era consultor jurídico da gráfica na época em que o órgão era comandado por Agaciel. A <strong>Folha</strong> apurou que o ex-diretor usou a estrutura de pessoal da gráfica para recolher entre os senadores assinatura de apoio à candidatura de Vieira ao tribunal. A escolha de seu nome foi feita pelo presidente da República.</p>
<p>Sarney compareceu, em fevereiro deste ano, em sua posse na presidência do TRE-DF. Vieira, por sua vez, foi ao casamento da filha de Agaciel, quando posou para fotos ao lado de Sarney, Agaciel e do senador Renan Calheiros (PMDB-AL).</p>
<p>A <strong>Folha</strong> ligou na residência de Dácio Vieira, mas foi informada de que ele viajou para Minas Gerais e não levou telefone.</p>
<p>Neste ano, Dácio Vieira organizou um jantar de apoio a Agaciel Maia que enfrenta uma série de denúncias de irregularidades cometidas nos 14 anos em que chefiou a Diretoria Geral do Senado. O encontro ocorreu em um hotel de Brasília e reuniu diversos desembargadores da Justiça do Distrito Federal.</p>
<p>Agaciel deixou o cargo no início do ano, após a <strong>Folha</strong> revelar que ele escondeu da Justiça uma casa no valor de R$ 5 milhões.</p>
<p style="text-align: right;">Fonte: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u603513.shtml" target="_blank"><strong>Folha Online</strong></a></p>
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